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ENTREVISTA  Hélio Ziskind - parte II
  20/08/2010
  Jorge Poulsen




 
 Helio Ziskind - musico, produtor, autor de jingles e trilhas especiais (entre eles o CD de "O som e o sentido", livro de Jose Miguel Wisnik, CD´s guia de áudio  para exposições da Bienal, trilha de Nijinsky, Krajcberg ), Turma do Cocoricó, CD´s solo, Participante do Grupo Rumo, e um dos pioneiros na utilização de Synts e Samplers no Brasil, enfim, fica dificll para a gente definir e enumerar todos os projetos do Helio.......Por isso decidimos dividir a entrevista em duas partes, sendo esta a segunda.
 
 

7) retrocedendo una 15 anos, como o sequencer - provavelmente o bom e velho mc 500 - teve impacto em sua liguagem musical? um sequencer chega a alterar o modo de composição, o vocabulário, as soluções, na parte musical propriamente dita?

O sequencer acaba dando forma ao pensamento. Sobretudo nos projetos que envolvem desenho sonoro, parece que as idéias nascem com a forma do sequencer. Já não distingo criar e editar. Mas o maior impacto é poder construir camadas de som e testar como se interpenetram. Aprender a limpar o som, deixar o relacionamento entre motivos motivos musicais mais trnasparentes, tudo isso devo ao sequencer. Através dele amadureci uma sonoridade.



8) alguns anos depois, surge o sampler, ainda em seu inicio (S50, antes de S 700 etc) qual o impacto dos primeiros samplers no seu trabalho ?


Impactos enormes, porque o aprendizado das combinações de timbres, sobretudo so de orquestra, só pude desenvolver lidando com as livrarias. Sofri bastante com a falta de documentação, de descrição das livrarias.

Quando era mais jovem, entrei fundo nos samplers da Roland. Acho o EXS do Logic mais raso em termos de programação, e mesmo assim ainda não tive muita paciência de estudar com mais detalhes, assim como os instrumentos da Native, que me parecem ótimos, mas meio complicados de enxergar a estrura de organização. Não aguento mais ler manual.

9) voce utiliza outras coleções de instrumentos visrtuais alem daqueleas que vem no logic? (vienna, a do eric persing, native instruments)?

Uso sim. O Atmosphere tem uma sonoridade bem típica do Eric Persing, mas é meio maluco achar algum timbre no meio daquela quantidade estúpida de sons. Os instrumentos da Native são muito interessantes. E a coleção da Vienna está nos planos. Mas é triste não poder usar as coleções da Roland dentro do Mac. Aliás, dá raiva da Roland ter abandonado totalmente usuários como eu.


10) em materia de plug ins, vamos dividir em plug ins de mix e plug ins de sound design, processamente, enfim, criação de sons e texturas, quais os seus preferidos em cada área ?

Para mix os da Oxford, o compressor da Flux, e algunsplugins de guitarra e baixo da Waves (Masserati, EDKramer). O reverber Altiverb 6 é espetacular. Para design sonoro o Speakerphone é sensasional. E palmas para o Meldyne e o editor RX da Izotope. O Delay designer do Logic é bem interessante. Os plugins do Logic são todos muito legais. Mas os sintetizadores tem uma interface muito empetecada, muitas vezes difícil de entender. Dá-lhe manual…


11) com uma dos fundadores do Grupo Rumo, como o gupo e suas composições e soluçôes musicais influenciaram o seu trabalho?


Não sei responder a isso. Consigo localizar uma questão: hoje percebo que meu assunto é o fluxo do tempo, e o Rumo era apaixonado pela quebra do tempo. O Rumo me forçou a conviver com os tempos assimétricos, coms os ritmos quebrados. Isso me fez muito bem. E é claro, toda a vivência com as canções, tanto no modo de cantar como na procura do arranjo me marcou imensamente. Está no meu DNA.

12) voce continua com as apresentações ao vivo ?

Sim, continuo. Tenho uma banda com quem me apresento sempre.

13) ha alguns anos voce e o ricardo breim (do espaço musical) trabalharam em material pedagógico ligado a educação musical.
Conta pra gente como foi essa experiencia, e o resultado dela.


Esse trabalho com o Breim me trouxe uma questão que me acompanha até hoje: como marcar o tempo de um modo claro e ao mesmo tempo interessante. Meu trabalho era mais de produtor musical, mas acabei interferindo bastante nas percussões (tudo com sampler). Fizemosmilagres de edição numa época em que os programas eram umas carroças. Trabalhava com Adat! Sonoramente, chegamos num resultado muito bom. Me lembro que o Erasmo Carlos veio lá gravar e disse que nós éramos abençoados… 


14) voce sempre teve uma grande afinidade, em termos de genero de musica e comps, composição, com o minimalismo: qual a seua ligação com este genero hoje? voce ainda utiliza procedimentos de composição liegados a ele?

O minimalismo propriamente nem existe mais. Mas o pensamento rítmico aplicado a uma música que vê sentido na repetição, isso sim permanece. Ainda sigo com bastante interesse as composições do Phillip Glass e do Steve Reich. Mas vejo muitas pontes com Tom Jobim e João Gilberto. Ou seja, sem o título de minimalismo, acho que essa história continua se desenrolanndo.


15) E NOSSA TRADICIONAL PERGUNTA:
QUAIS FORAM OS 10 MUSICOS QUA MAIS TE INFLUENCIARAM?
(recentes e atuais)


Sem dúvida Phillip Glass e do Steve Reich, Tom Jobim João Gilberto, Chico Buarque, Caetano Veloso, Jorge Benjor, Gilberto Gil, Beatles, Gismonti, Noel Rosa, João de Barro, Caymmi e Pixinguinha. Atualmente, quando o Nailor Proveta gosta do que faço já me dou por satisfeito.

16) Quais foram os 10 albuns que tiveram dos quais voce mais gostou, (recentes ou atuais)

Dos atuais, o que mais me pegou foram Eco e Sea do Jorge Drexler. O cd The Composer Plays do Tom Jobim também.  O cd do Caymmi com Maracnaglaha e Dora é impressionante até hoje. O Cd do João Gilberto em Tokio, o MTV acústico do Gil, Música pra 18 Músicos do Steve Reich (tão importante anos atrás, hoje já nao ouço tanto). E o Abbey Road dos Beatles, Qualquer Coisa do Caetano.

17) Para voce, que chegou a cursar psicologia, o que te levou à musica?

Não sei. Gostava de cantar, depois descobri que gostava de som. A música me ajuda no contato comigo. Durante anos, tive aula com o Willy Correa, na USP. Era um cara bem maluco e complicado, mas uma vez nos disse uma coisa bem simples: Músico é um cara que se não fizer música fica triste. É o meu caso.

 

 

 








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