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ENTREVISTA  Roberto Frejat - parte I
  14/09/2009
  Jorge Poulsen




 

 

Roberto Frejat, compositor, cantor e guitarrista, também "pilota" o Estudio Du Brow, e foi um dos primeiros usuários na gravação de CDs com o sistema Pro Tools. Nesta primeira parte da entrevista, conta suas experiencias com este sistema. Entre nossos clientes, Frejat é também um dos maiores usuários de plug-ins e instrumentos virtuais.

 

1) Voce foi um dos primeiros usuários de Pro Tools no Brasil. Qual foi o primeiro contato com o Pro Tools (ou Sound Tools) e como utilizava ele?

Meu primeiro contato foi numa gravação no estúdio Discover, mas não me chamou atenção. Em 1995 quando estava produzindo algumas faixas do disco "Rei", tributo a Roberto e Erasmo novamente no estúdio Discover ao trabalhar com o Guilherme Reis foi que eu percebi o enorme potencial da tecnologia e aí em 1996 quando montei o meu estúdio escolhi o Pro Tools como formato padrão. Na época acho que era Pro Tools III.


2) Na época do PT III, em que o sistema oferecia  16 canais no total e ainda pouquissimos plug-ins existiam, voce ja gravava no Pro Tools ou usava ele apenas para edição e criação?

Sempre foi o meu sistema de gravação principal , mas vindo dos 24 canais analógicos onde estava acostumado a gravar várias coisas no mesmo canal eu adaptava isso para a administração das vozes de saída.

No entanto nesta época eu apenas gravava minhas demos e algumas coisas diferentes, o Barão ainda não cabia nisso como banda, começamos a gravar em Pro Tools quando ele evoluiu para 32 vozes, numa gravação para um tributo ao Benjor que começou no meu estúdio, que tinha apenas 16 vozes, mas tinha bons prés pra gravar bateria e guitarras e depois  gravamos as vozes e metais e mixamos no Discover novamente com o Guilherme Reis.

Chegou a trabalhar com o PT III expandido para 32/48 canais?

Muitas vezes, aí virou o nosso padrão de trabalho.Logo depois desta gravação do Tributo ao Benjor eu fiz o upgrade para 32 vozes.


3) Chegou a usar o Logic (que no inicio eram  Notator e Creator), e rodavam num Atari (o Logic e o Digital Performer em versões para Mac chegaram mais tarde) Ou utilizava o Pro Tools para áudio, com sequencers como o Logic syncados ?

Quando comecei meu estúdio, eu tinha o Pro Tools, o Logic Áudio e uma MPC 3000, mas com o decorrer dos meus trabalhos percebi que a minha cabeça funcionava melhor com o Pro Tools, eu não sou um tecladista com vasto conhecimento e/ou domínio de midi  para tirar todo o proveito do Logic e a MPC estava muito ligada à cultura dos samplers que não é o meu perfil também.

Eu uso tudo isso , mas de maneira bem mais simples então não tinha sentido mantê-los lá e acabei me desfazendo da MPC.Hoje eu mantenho um Logic 8 no meu laptop principalmente pelos instrumentos virtuais , mas mesmo nele o Pro Tools 7 M-powered  é minha primeira opção.

4) Voce sempre foi um grande fã do Logic...... atualmente, quais programas usa para compor, e quais para gravar/mixar? Voce utiliza o Live?

Eu acho o Logic um grande programa e acho que a Apple levou o preço dele a lugares inacreditáveis por tudo que ele oferece e com tanta abrangência, mas eu uso Pro Tools do começo ao fim.
O Live eu acho que é mais para DJs ou pra quem trabalha só com programação, posso estar errado, mas essa foi a impressão que tive dele.


5) De todos nosso clientes, voce é um maiores usuários de plug ins. Pensando em plug ins de gravação e mixagem, quais são os seus favoritos (compressores, eq´s, reverbs, etc) atualmente?

Em termos de processadores gosto desta linha Classic da Waves com os Neve, SSL e APIs, os velhos e bons LA-2 e 1176 da Bomb Factory e todos da Soundtoys.Eu não sou muito de reverb, sou mais de delay, mas o Altiverb é muito bom e os novos reverbs  da TC também me soaram muito bem, mas usei-os pouco ainda.

6) E dos instrumentos virtuais, tanto aqueles que emulam synths quando os que emulam instrumentos acusticos, quais são os seus favoritos?

Tem alguns que uso muito para compor que são os de loops de bateria como o DrumCore e o EZDrummer que acho uma mão na roda pra dar partida numa música, o Ivory para pianos, os da Native como Absynth e Massive, o moog e o CS-80 da Arturia e tudo da Spectrasonics

7) Voce utiliza bastante plug ins de "sound design", como o d-fi, eventide harmonizer, echo farm, etc na composição e criação de timbres?

Sim, nesse sentido os plug-ns são imbatíveis.Apesar do fato de que uns dois ou três botões num periférico externo também dão um excelente resultado.

8) Em materia de simuladores de guitarrra e amps, quais os que prefere?


O Ampeg SVX para baixo e o Fender da IKMultimedia são muito bons , o AmpFarm velho de guerra ainda tem seu valor, O Guitar Rig é muitop bom também, mas muito pesado e um pouco mais complexo.

9) Voce tem um sistema LE num mac book e um PT HD 3 com 192. Já chegou a mixar direto musicas criadas no sistema LE, ou utiliza o sistema LE como pré-produção ?

Tenho um M-powered que uso para o show e para registrar idéias, nele eu tenho um Strike da Digidesign pra fazer o papel do Drumcore ou do EZ Drummer, mas raramente algo que sai dali vai para o PT HD, porém não vejo problemas em fazê-lo. A qualidade das interfaces da M-audio é boa o suficiente para isso.

(leia mais, na parte II da entevista)








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